Um pouco sobre Amplificadores

Os amplificadores são uma das partes mais importantes para quem toca guitarra. Saber escolher, conhecer o equipamento ajudará para que e tenha facilidade de regular e timbrar o som. Eu achei este artigo no cifras clube, e achei interessante replica-lo em meu site para que eu mesmo nunca esqueça deste conhecimento e para que outras pessoas também possam encontrar este conhecimento e que o mesmo seja útil.

Potência – Saída
O power, ou potência, é o circuito responsável pela amplificação final do som – sua função é entregar o sinal de áudio amplificado ao alto-faltante(s). A potência de saída é dada em watts RMS. Quanto maior este valor, maior a potência do power. Ele pode ser valvulado, transistorizado ou híbrido.

Pré-amp
O pré-amplificador, como o nome indica, é o circuito usado antes do power. Ele é responsável pela amplificação do sinal do instrumento para o power. O pré discrimina o que é grave, médio, agudo e volume. Também pode ser transistorizado, valvulado ou híbrido.

Blackstar HT 1

Blackstar HT 1

Transformador de Força
O transformador de força é o componente responsável pelo fornecimento das voltagens necessarias aos diversos estágios (pré, power, etc) do amplificador. Ele pode ser um componente diminuidor de tensão em amps transistorizados. Para os valvulados, o transformador de força abaixa a tensão para acender os filamentos das válvulas e eleva a tensão para que elas funcionem. Muitos amplificadores possuem uma chave seletora manual para escolher a voltagem necessaria; em alguns amps esse chaveamento é automatico.

Transformador de saída
Os amplificadores valvulados necessitam de transformador de saída. Ele é necessario para efetuar o casamento de impedância entre as válvulas de saída e os alto-falantes. A impedância das válvulas é alta, normalmente entre 5 quiloohms e 100 quiloohms, e os alto-falantes possuem impedância de 4, 8, 16 ou 32 ohms – os mais comuns apresentam 4 ou 8 ohms. O transformador de saída tem uma resposta não-linear, gerando modificações no timbre. Assim, são responsáveis também pelas diferenças sonoras entre amplificadores valvulados e transistorizados.

Válvulas ou transitores?
A principal diferença entre válvula e transistor é a forma de transferencia interna de sinal. Na válvula, este sinal é enviado por meio de um gás e, no transistor, por intermédio de um material semicondutor sólido – por isso solid state. Veja quais são os prós e os contras dos amps valvulados, comparando-os com os transistorizados:
Prós

– A transição entre som limpo e distorcido é mais suave do que nos aparelhos transistorizados.
– Apresentam maior faixa dinâmica, já que a válvula demora mais para entrar em distorção e comprime gradativamente o som. O transistor responde de forma brusca.
– A distorção natural das válvulas é mais bonita e musical porque, ao distorcer, elas geram apenas os harmônicos pares, enquanto os transistores produzem todas as ordens de harmonicos.

Amplificador Bogner

Amplificador Bogner

Contras
– As válvulas devem ser substituidas com frequencia, pois sofrem desgastes. Além disso, são muito mais caras que os transistores.
– São equipamentos mais suscetíveis a ruídos e microfonias.
– Os amps valvulados são pesados pois possuem transformadores de força maiores e um transformador de saída.
– São mais frágeis, porque as válvulas não suportam impactos.
– O custo é mais alto, tanto para aquisição quanto para manutenção.

Controles
Há basicamente dois controles para amplificação para guitarra: “Estilo antigo”refere-se aqueles que possuem apenas um canal e não tem volume máster. Possuem baixo ganho e só conseguem boa saturação quando em volumes altos.
Já os amps de estilo moderno, além de terem controle de ganho e volume-master, oferecem ganho alto, altas doses de distorção, mesmo em volumes baixos, e alguns efeitos embutidos.

O que é canal?
São estágios de pré-amplificação que possuem controles independentes de graves, médios, agudos e volume. Cada canal pode ser ajustado com um timbre diferente, e assim, torna-se possível mudar rapidamente de um som para outro, por meio de chaves ou footswitch. Os amps modernos costumam oferecer dois canais ou mais.
O que é volume master?
É um controle global de volume. A vantagem de termos controles de ganho e volume-master são evidentes. Quando queremos um som limpo, devemos colocar o ganho em um nível baixo e controlar o volume final com o botão de volume-master. Por outro lado, se queremos um som mais sujo, mas com o mesmo volume anterior, colocamos o ganho em um alto nível e o volume máster em um nível menor do que o ajuste anterior.
O volume-master equilibra o som.

Amplificador Fender Hot Rod

Amplificador Fender Hot Rod

Chaves de potencia – Alguns amps, na maioria valvulados, possuemuma chave de potencia que serve para diminuir a potencia do amplificador – por exemplo de 100 watts para 50. Quando o guitarrista vai tocar em um lugar grande, o amp pode ser ajustado para 100 watts. Já imaginou o volume dessa regulagem em um lugar pequeno? Para isso, selecione a opção de 50 watts.

Controle de presença – Realça os harmônicos de freqüências medias ou agudas.

Chave de brilho – Semelhante ao controle de presença, dá ênfase aos agudos.

Contour – É um controle de acentuação e atenuação dos médios. Age de forma mais radical do que um controle de médios normal. Costuma vir no canal sujo, para produzir timbres distorcidos mais agressivos.
Gabinete
Combos – Também conhecidos no Brasil como cubos, os combos apresentam chassi e alto-falantes no mesmo gabinete. A maior vantagem é serem compactos e portáteis. Sua maior deficiência é o baixo rendimento em freqüências graves. São muito usados em gravações, mas podem também ser usados em shows.
Cabeçotes – São amplificadores sem os alto-falantes no mesmo gabinete.
Stacks – É a combinação de cabeçote com duas caixas, colocadas uma sobre a outra. As vantagens dos stacks são melhores graves, maior possibilidade de potencia total dos alto-falantes e maior dispersão sonora. Suas desvantagens são o peso e a dificuldade de transporte.
Half-Stack – Costuma-se também usar o cabeçote com apenas uma caixa. Essa configuração é chamada de half-stack.
Fonte: Tópico – Guia do amplificador

Agora

Muita gente fica com dúvida de qual amp comprar, seja ela iniciante ou intermediária, avançada.
O amp, ao contrário do que muitos pensam, é parte essencial do timbre e principalmente da qualidade do seu timbre. Pra saber isso não precisa nem testar. Só pense. Sua guitarra tem o som dela (se quiser saber como é põe no Guitar Rig sem NENHUM efeito nem amp) e ela manda um sinal. TODOS os lugares pelos quais o sinal passa alteram ele mesmo, então o amp, que tem uma série de componentes vai alterar bastante. Isso é o básico para que se entenda isso…

Marshall JCM 800

Marshall JCM 800

O amp muda:

Definição
Equalização (graves, médios e agudos em medidas diferentes)
Textura do som
Brilho
Punch (acho que é assim que fala)

Entre outras coisas..
Acho que já deu pra entender da forma que eu entendo.

Agora vamos ao que interessa.

Existem amps Valvulados, Transistorizados (ou SS), Híbridos (Pré amp valvulado e power SS) e Digitais.

 

Valvulados

São considerados os melhores pela maioria dos guitarristas pelo seu calor e sua leve distorção ao aumentar o volume “. O item responsável por amplificar o som é a VÁLVULA. Os valvulados tem uma ”medida” que se chama de headroom. usa-se o termo “Headroom” para exprimir a quantidade a mais de potência que se coloca em um sistema de altofalantes, fazendo com que o valor RMS aplicado(a média de potência), seja maior, antes que o sistema passe a reproduzir com distorção devido ao “Break-up” dos altofalantes.
ou
Imagina que voce tem dois amps, um azul e outro laranja, ambos com 35W.
Quando vc puxa 20W do laranja, ele começa a distorcer o power.
QUando vc puxa 30W do azul, ele começa a distorcer o power.
O azul tem mais headroom do que o laranja.

Existem Pentodos, Triodos, Tetrodos e Diodos, que são mais ou menos como tipos de válvulas.
Existem amps chamados de single-ended, que tem apenas uma válvula no power. Esses amps reproduzer com mais fidelidade o som da guitarra.

Tipos básicos de válvula:

Válvulas de power:

6L6 (muito usada em Fenders e tem bastante headroom)
6V6
EL84 (bastante usada em amps de menor potência por sua maior facilidade de saturar (headroom baixo)
KT88 (headroom alto)
EL34 (hedroom baixo)

Válvulas de pré:

12AX7 (a mais famosa das de pré)
6BQ7
12AU7

existem uma infinidade de outras válvulas, mas essas são as mais conhecidas.

Amps valvulados:

Fender Deluxe Reverb
Fender Champ
Fender Blues Jr.
Laney Cub
Marshall JCM
Marshal JTM
Mesa/Boogie Triple Rectifier
Hugges & Ketner MKII

foto-amp-orange

Amplificador Orange Tiny Terror

Os valvulados contumam ser bastante caros e conseguem mais volume com menos potência ou qualidade sonora com a mesma quantidade de watts a um volume mais alto que um SS.
Existem classes de amps valvulados:
Classe A: O amplificador que possui melhor qualidade de som sem distorção mas com um consumo de potência muito grande, possui eficiência de +/- 20% (teórico máximo de 25%) , isto é, se ele fornecesse 10W de som, consumiria 50W de energia, essa diferença de 40W seria transformada em calor. Geralmente é um amplificador com potência de saída abaixo dos 100W, gasta muita energia e seu preço é muito alto;

Classe B: Um amplificador com esse tipo de etapa de saída não consome muita energia e possui rendimento teórico máximo de 78,5% mas sua amplificação gera grande distorção audível para pequenos sinais (distorção de crossover) mas para sinais de grande amplitude essa distorção é muito pequena quando comparada com a amplitude do sinal tornando a distorção menos perceptível. Não existe amplificadores desse tipo no mercado;

Classe AB: Como o nome indica, é um circuito de amplificação que une características de um classe A e um classe B. Consumindo energia, pequeno quando comparado com um Classe A, temo distorção de um Classe B somente para grandes potências e em pequenas potências (pequenos sinais) o funcionamento é como um classe A. Possui rendimento em torno de 50% , isto é, se ele fornece 100W de som consome 200W de energia. A maioria dos amplificadores comercializados são de classe AB, pois possui boa qualidade e bom rendimento utilizando componentes baratos, portanto, ótima relação custo benefício.

Transistorizados

São construídos com transistores. Os transistorizados são mais baratos que os valvulados, quando de qualidade demoram para mais para distorcer, mas quando distorcem sai um som desagradável. O clean dos transistorizados é sem distorções. Não dá pra conseguir overdrives e dists de transistorizados, apenas com pedais e pedais embutidos no amp ou fora dele (esses pedais podem ser SS ou Valvulados). Há um grande preconceito contra transistorizados, mas quando são de qualidade eles são realmente bons. Em boa parte das vezes os transistorizados têm efeitos e simulações DSP, que são efeitos digitais embutidos ao amp. Outros têm circuito que emula válvula, como a linha LV da Laney e a Transtube da Peavey.

Exemplos de SSs puros (sem efeitos e simulações digitais)

Fender Frontman
Fender Princeton
Hiwatt G50/100
Landscape Predator
Mavericks
Roland Jazz Chorus

Híbridos

Amplificadores híbridos são aqueles que misturam válvulas com transistores em seus circuitos. Aliam as vantagens das duas tecnologias e possuem um preço menor que um amp totalmente valvulado.

Power Válvulado e pré-amp transistorizado
O pré-amp transistorizado permite recursos e ganhos maiores a um custo menor. A potência valvulada é ideal para distorções e compressões vintage. A desvantagem da distorção do power é que ela só ocorre em volumes alto. Esse problema é contornado distorcendo o sinal no pré. Como o pré-amp é transistorizado, obtemos uma distorção típica dos pedais e perde-se muito do som valvulado.

Amplificador Peavey Classic 50

Amplificador Peavey Classic 50

Pré-amp válvulado e power transistorizado
O pré-amp válvulado preserva o timbre característicos da válvula. A potência transistorizada amplifica sem alterar o som do pré. Porém, ao contrário do power válvulado, o som não fica bom em volumes altos, porque a distorção dos transistores não tem boa qualidade. Contorna-se essa dificuldade produzindo a distorção nas válvulas do pré-amp e aumentando a potência do power, para que seja possível utilizá-lo abaixo do limiar da distorção dos transistores.

Pré-amp híbrido e power transistorizado
Chamamos de pré-amps híbridos aqueles que utilizam uma válvula para o canal sujo e transistores para o canal limpo. É a forma mais barata de produzir um som com tempero vintage, mas não chega a convencer os guitarristas acostumados com amps valvulados. É uma configuração cultuada por curtidores do som pesado.

Alguns Amps Híbridos:

Laney LV 200/300

Amplificadores Digitais

Amplificadores digitais são aqueles que convertem o sinal de entrada para bits, processam este sinal, e convertem o mesmo novamente para o analógico. Normalmente, este processamento é feito para acrescentar efeitos (reverb, chorus, delay, etc). Em alguns casos, também são usadas simulações. Na maior parte dos casos, os amps digitais são transistorados (ex: Roland Cube), mas também existem valvulados (ex: Fender Vibro Champ) e híbridos (ex: Vox Valvetronix) digitais.
A maior DESvantagem dos amps digitais é que, em caso de defeito, é muito mais difícil de se consertar – muitas vezes, só trocando a placa, e este é o tipo de coisa que você não encontra para vender ali na lojinha da esquina.

Alguns que podem até ser considerados Amps Digitais:

Vamp Pro
Vamp II/III
POD Pro
POD X3

Existe um amp da Meteoro, um power amp na verdade pra ser usado com pré amp digital.

Parte importante são os falantes. Pra amps de guitarra são usados falantes PRA GUITARRA e de alta sensibilidade. A potência de uma caixa é calculada somando a potência de todos os falantes. O diâmetro dos falantes também influencia. Quanto maior o falante, maior a quantidade de graves e pressão sonora.

Fabricantes de falantes:

Celestion
Eminence
Selenium

Eu acho que vc tem que escolher o que melhor se encaixa no seu modo de tocar. EU acho que a melhor combinação seria um BOM amp SS de wattagem que vc precisar com um pedal valvulado com vários níveis de ganho. É o melhor de dois mundos. Amps digitais também são uma boa pedida pra quem quer vários amps em um só e facilidade na criação de pressets, etc…

Peço que não comecem um debate sobre A vs B vs C…

E antes de comprar um valvulado pesquise bastante, pois há muitos tipos de válvulas e coisas que alteram bastante o timbre que precisam ser bem avaliadas. Se quiser cleans perfeitos em volumes para shows e ensaios não vai em comentários sem noção do tipo. Tiny Terror é bom pra tudo…(Tiny terror não tem clean…) Tudo tem que ser pensado.

Faça uma boa escolha.

Texto retirado do forum cifras club – http://forum.cifraclub.com.br/forum/10/256940/